DEUS NÃO ESTÁ MORTO

Quando leio obras de ateus e céticos do passado, como Por que não sou cristão (do filósofo Bertrand Russel), O futuro de uma ilusão (Sigmund Freud) e os livros de Nietzsche e de David Hume, ou mesmo de neoateus do presente, a exemplo de Richard Dawkins (O gene egoísta, O relojoeiro cego, Deus, um delírio, Desvendando o arco-íris, O rio que saía do Éden, etc.), Daniel Dennett (Quebrando o encanto), Sam Harris (A morte da fé, Carta a uma nação cristã, A paisagem moral), do falecido Christopher Hitchens (Deus não é grande) e dos filósofos André Comte-Sponville (O espírito do ateísmo) e Luc Ferry (Aprender a viver), não deixo de perceber certa carga emocional e psicológica nas linhas e entrelinhas, estabelecida sobre fundamento não tão sólido: uma casa edificada sobre a areia. Meu intelecto não se vê ameaçado pelo aparente “peso” da argumentação ateísta. Conclusão: cada vez mais me convenço da superioridade filosófica do teísmo cristão. A envergadura intelectual de Willian Lane Craig, Alvin Plantinga, Richard Swinburne, N.T. Wright, Alister McGrath e de outros intelectuais teístas supera (e muito!) as dificuldades que os ateus impõem para a existência de Deus.

Deus não morreu, como propunha Nietzsche; quem crê nEle é que precisa assumir coerentemente sua fé, na teoria e na prática, para que se cumpra o que Jesus afirmou nos evangelhos: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus” (Mateus 5:14). Pois o cristianismo histórico precisa de um reavivamento, de uma purificação. Como bem se disse, os cristãos são, ao mesmo tempo, as piores e as melhores testemunhas de Deus. No mais, Deus está morto na vida de alguns e bem vivo na vida de outros. É uma simples questão de escolha “matá-Lo” ou deixá-Lo viver em você.

(Frank de Souza Mangabeira, membro da Igreja Adventista do Bairro Siqueira Campos, Aracaju, SE; servidor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe)


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

QUANTOS ISRAELITAS REALMENTE DEIXARAM O EGITO?

O TRILEMA DE EPICURO E A ORIGEM DO MAL

OS EVENTOS HISTÓRICOS QUE DETERMINARAM AS CIRCUNSTÂNCIAS DOS DIAS DE JESUS