FOCO EM UM DEUS OCULTO?

Todos nós sabemos que apenas uma pequena fração da humanidade nega a existência de Deus. De um modo assombrosamente verificável, a certeza da realidade divina é um princípio que permeia todos os povos, todas as culturas em todos os tempos. Para muitos a dúvida não é “se” Deus existe, e sim, “como” ele seria, isto é, uma pessoa ou uma coisa? Seria ele um só ou muitos? Será Deus um ser conforme a interpretação judaico-cristã ou uma manifestação, tal como vemos, por exemplo, no hinduísmo?

Esta ideia de divindade, para alguns outros, seria apenas uma criação da mente humana, como poderia sugerir um ateu, o qual, em simples palavras, é aquele que não acredita em Deus ou deuses. Mesmo no seguimento religioso, existe um pouco de ateísmo. Ocorre que no múltiplo universo de divindades, apenas um Deus, neste caso o judaico-cristão, separa uma pessoa crente de um ateu, afinal, um cristão não crê em Zeus, nem na existência de Odin, menos ainda em Hórus ou em qualquer outra divindade do panteão religioso.

Neste contexto, partindo de uma hipótese que vem da lógica, temos de admitir que o Universo é muito vasto para que nós possamos compreendê-lo de forma conclusiva. Toda a sua extensa e profunda complexidade fazem a nossa mente reconhecer que somos pequenos demais para assimilá-lo satisfatoriamente. O mesmo nós poderíamos dizer com relação ao microcosmo, com seus átomos e partículas subatômicas, os quais fascinam aqueles que conseguem pelo menos analisar os rudimentos da sua interação com a realidade.

Se trabalharmos hipoteticamente com a ideia de um Deus que esteja por trás de todas essas coisas e, para que seja coerente com este título de divindade, teríamos de coloca-lo acima do próprio Universo, pois caso contrário, não haveria sentido em afirmar que ele é o autor de toda a existência.

Neste aspecto, o seu silêncio e mistério, não seriam uma desvantagem para nós, pelo contrário, seria uma confirmação daquilo que pensamos dele e o que está descrito na Bíblia. Somente este Deus, munido de uma mente infinita, seria capaz de compreender a si mesmo em toda sua plenitude e, deste modo, seu ocultamento não se trataria de uma brincadeira caprichosa de “esconde-esconde”, mas sim, que nós nunca poderíamos abarcar a sua grandiosidade.

Assim, naturalmente, Deus oculta seu ser diante de nossos olhos, senão, ele nos ofuscaria. Se Deus realmente existe, precisamos admitir que ele esteja oculto.

(Texto adaptado do documentário Evidências)

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